quarta-feira, 1 de outubro de 2008

[REVIEW] 5x01 - YOU'RE GONNA LOVE TOMORROW

POR ANTÔNIO PRADO

Depois de uma espera agonizante pela volta de Desperate Housewives, nós, os fãs, fomos brindados com uma explosão de criatividade e perfeição, tudo muito bem feito, desde os poucos efeitos especiais até o roteiro que se mostrou um primor. E me arrisco a dizer que, sim, este episódio foi um dos melhores. Não estou falando isso como um admirador da obra de Marc Cherry no furor da volta das donas de casa de Wisteria Lane depois de meses e meses – ou seriam anos e anos? –, mas como uma pessoa que sabe identificar o que é realmente bom. E eu gostaria de compartilhar isso com todos vocês, leitores. Afinal, tanta felicidade precisa ser posta pra fora, precisa ser sentida por outros.

Felicidade... Quando eu digo esta palavra, eu não quero me referir estritamente ao que ela significa. Por felicidade eu entendo todas as emoções que se misturam e produzem em você um sentimento único, aquele pathos que surge depois que você ouve uma música muito bonita e chora. Catarse, pra ser mais objetivo. E foi exatamente isso que aconteceu enquanto eu estava assistindo You’re Gonna Love Tomorrow: uma confusão emocional ímpar que me fez sentir muito bem e com vontade de mais e mais.

Mais, por exemplo, de Gabrielle e suas filhas, em especial Juanita. Confesso que, no início, estranhei a troca de Kaili Say por Madison Delagarza, mas acabei por aceitar a segunda atriz a partir do momento que eu a vi atuando. Ela é PERFEITA! Meu Deus, aquilo não pode ser uma criança! Deve ser uma anã disfarçada de atriz-mirim! Cada fala, cada gesto, cada tudo que ela fazia era conforme a situação. Simplesmente a amei. A história do bolo ("Mas esse é o segundo pedaço..."), ela correndo atrás do carro e se cansando foram duas coisas muito boas, mas a melhor parte dela neste episódio foi quando ela se sentou na calçada fazendo aquela cara tipo ah-é-assim-que-você-quer-brincar-mamãe? e depois entrou no ônibus, deixando a mãe louquinha da Silva.

Entretanto, a melhor cena de mãe e filha foi na loja de vestidos. O que a Gaby disse à vendedora e o que seguiu foi hilário! "Essa loja não está pronta para receber uma criança de quatro anos perfeitamente normal!" e o vestido se rasga... Gente, o que eu ri com isso não é brincadeira! Até a minha mãe, que estava vidrada vendo a novela das oito, veio constatar o que estava acontecendo. Muito bom.

Continuando com o núcleo dos Solis, revimos Carlos ainda cego e colaborando com a obesidade de suas duas filhas, em especial da mais velha da qual nós já comentamos. OK, eu não concordo com a atitude do ex-milionário, mas o que ele disse pra mulher foi realmente muito bonito. Aliás, os diálogos dramáticos entre o Ricardo Antonio Chavira e a Eva Longoria sempre ficam especialíssimos. Ainda mais quando a senhora Parker fica a ponto de chorar.

Agora, outra casa que está parecendo uma zona – literalmente! – é a dos Scavo. Não só a casa, mas o restaurante também. Às vezes eu me pergunto aonde esconderam aquela Lynette guerreira? Aquela mesma que sabia controlar tudo, mesmo que a base de chantagem? A resposta logo aparece: sob os tênis [i]legais de Porter e Preston.

Sim, aquele espírito de autoridade deu lugar à passividade, a um "vazem daqui" e uma semana de castigo. Ela perdeu o controle sobre os seus filhos, pelo menos sobre os mais velhos, que se tornaram delinqüentes juvenis. E Tom, mais cego que Carlos, pois sua cegueira não é física, mas intelectual, acha tudo muito normal, tudo muito demais. Até que sua esposa, muito esperta (se algo da velha Lynette ficou na nova foi a astúcia), resolve tirar a trave do olho conjugal. E, depois de trinta e cinco minutos de atraso, um sermão inesquecível e um retrovisor quebrado, eu finalmente vi o que eu queria ver: pulso firme.

Eu vejo que este núcleo vai se desenvolver muito nesta temporada e que as histórias vão se tornar cada vez melhores. Afinal, a vida de Lynette e Tom nunca mais será algo infantil, mas, sim, infernal. E eu adoro quando esse tipo de desgraça acontece com eles! Fairview não vive sem tormentas, minha gente!

Meus eternos parabéns a Felicity Huffman, Doug Savant e aos novos gêmeos, Charles e Max Carver.

Vamos falar um pouquinho de Susan.

A cena do acidente foi muito tensa e eu senti um nó enorme na garganta só de pensar que Leilah e sua filha morreram. Elas só foram uma pequena peça na grande história que envolve as desperate housewives, mas, pelo pouco que apareceram e pelo simples fato de ser mãe e filha (como a senhora Mayer mesmo vem remoendo), eu senti muito pelas duas. Mais pelas duas que por Mike, por exemplo, que passou uns anos na cadeia pelo ocorrido, e por Susan, que a partir de então começou a se culpar por tudo que a acontecia, se fechando para as diversas oportunidades que a vida lhe apresentava, inclusive as de amor.

Amor este muito bem representado nesta temporada por Jackson, personagem de Gale Harold, o famoso ex-Queer as Folk. No início, quando soube que ele faria parte do elenco, fiquei com o pé um pouco atrás. Nunca tinha assistido a referida série gay e desconfiava muito que ele pudesse fazer algo tão estupendo em Desperate Housewives quanto os diversos críticos apontavam. Enganei-me e muito feio. Ele está representando muito bem o cara que leva tudo no banho-maria só pra não perder a mulher que ama e que não ama ele.

Das cenas com os dois, as que eu mais gostei foi a que ele fugiu pela janela e foi fotografado pelos safadinhos Bob e Lee, e a da festa pela volta de Edie (comentários sobre ela só nos momentos finais... Aguarde!), aonde Orson cantou e Susan se viu obrigada a impedir um constrangimento.

E, só pra constar, gostei bastante do garotinho que está interpretando o MJ (apesar da voz de Teletubbie quando ele disse sua única frase no episódio, "Sure, I did!").

"(...) diga a esse cavalheiro que se me chamar de 'docinho' mais uma vez vou tirar uma foto de seu cólon", disse Bree. Adorei. Gostei ainda mais de ver que Marc Cherry está "desmistificando" a toda perfeita senhora Van de Kamp, mostrando que ela não pode ser a melhor em tudo... que sempre vai existir uma Katherine Mayfair para fazer rede de espuma açucarada de um doce com um nome estranhíssimo.

É certo que o que a Katherine fez foi humilhante, mas era o que ela precisava ter feito. Afinal, não aceitar que ela também pode ser tão boa cozinheira quanto a mãe de Danielle (que apareceu num flashback, levando embora seu filho Benjamin) é orgulho demais. Que superfãs da personagem de Marcia Cross me perdoem, mas qualquer um tem que admitir que estou certo, mesmo que lá no fundo, mesmo que com muita relutância.

Mas vamos deixar um pouco a rivalidade de lado e falar mais da história!

Hilária: só existe esta palavra para definir as cenas de Bree neste episódio (tirando aquela em que ela estava na cozinha de casa e lembrou de seu filho-neto). Ela indo em direção do cara das fotos pra atirá-lo a torta, disfarçando na frente das câmeras, transformando os rede de espuma açucarada em um laço de açúcar ("Não precisa ser tão delicado assim, claro!") depois de quase ter cegado o repórter, foram situações muito engraçadas! E a cara da Katherine, tipo, você-vai-se-ferrar-ráá no momento em que a Bree percebeu que a tarefa do croquembouche seria só dela foi demais. Demais MESMO!

Se eu me lembro bem, só tá faltando comentar mesmo é sobre a Edie. Voltou com todo o estilo possível, ao lado do diabo homem perfeito e mostrou que, apesar de estar um pouco menos armada, ainda é a mesma mulher sarcástica de sempre. Sarcástica e dominada. Sim, porque, apesar de ainda ter dentro de si a chama do ódio por ter sido expulsa do convívio de seus "amigas", é peça de jogo do misteriosíssimo Dave Williams. Momentos como aquele em que ela pediu desculpas pela piadinha que fez sobre a aparência de Gaby e não ter terminado a briga com as donas de casa na sua festa de volta demonstraram perfeitamente isso.

E, apesar de ter tido uma volta iluminada, eu acredito que a partir daqueles últimos minutos desta season premiere, aqueles que começaram a revelar um pouco sobre o passado e o presente de Dave, tudo começou a ficar macabro como era antigamente. Logo surgiram suspeitas, essas suspeitas levarão a mortes e essas mortes apontarão para coisas mais terríveis. Coisas que nós descobriremos somente no futuro que está mais próximo de nós do que nossos olhos podem constatar...

Bem, é isso. Espero que vocês não tenham se incomodado com esse que virou um megareview, mas, tudo bem.

Semana que vem tem mais e eu voltarei por vocês!

Abraços!

8 Comentários:

Eduardo disse...

~Simpesmente o melhor Review de DH que eu ja li!
Muito 10!

Parabéns!

Gabi Andrade disse...

babei pro seu review, colega ;)

Hugo Torres disse...

Antônio, esse foi o seu melhor review *_____*, perfeito

Jota disse...

Ei, o teu blog está altament... Adoro Donas de Casa... sabes quando começa a passar a nova temporada na sic??? já agora queres afiliar-te ao meu blog? adorava...

Tony Prado disse...

Obrigado, gente! Tô curtindo cada um dos seus comentários. E, como diria a Gabi, babei pra eles. xD Muito obrigado MESMO! Vocês são minha razão de escrever. HEHE Abraço.

Solimar disse...

A maior tirada do episódio foi quando a Edie fala para as Housewives que tem um marido e a Susan diz: "O marido de quem?". A cara que a Edie fez foi ótima. Me acabei de rir.

≈ Flαh ! disse...

cara, review foda *-* mas tipo, com mta relutância (mta msm) tenho qe concordar qe ngm é perfeito, nem msm a bree :/ msm assim, sempre será A dh *-* ♥

Mauro César disse...

Como é bom ler um comentario de um verdadeiro fan de DH...
Muito boa o review, a altura do episodio

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