terça-feira, 12 de agosto de 2008

O JOIO E O TRIGO EM DCD

Continuando nosso especial sobre Donas de Casa Desesperadas...

Hoje nós vamos falar sobre os aspectos bons e aquilo que não deu muito certo na adaptação brasileira de Desperate Housewives.

A primeira coisa que eu gostaria de colocar na lista daquilo que saiu bem em DCD é a abertura. Na aparência, não é nenhum pouco diferente das outras versões latinas, a não ser por alguns créditos que mudam e outros que são acrescentados. E também tem aquele samba ao fundo que dá todo um toque especial. Apesar do significado da maçã, ou seja, o pecado, estar mais latente na da versão original, na nossa a fruta acompanhou a maioria das cenas representadas na abertura, como que dizendo, mesmo que de forma menos óbvia, algo do tipo: "Ei, o pecado é rotineiro e está escondido em lugares em que menos se olha!".

Agora, uma coisa que definitivamente não ficou muito legal foi a narração de Sônia Braga na maioria dos episódios. Em alguns momentos ela até me agradou como a contadora da história, como no último episódio onde ela se mostrou perfeita em todos os aspectos, mas a maioria das vezes não correspondeu às minhas expectativas. Senti até que Alice estava entediada no além-mundo e, não tendo o que fazer, resolveu fofocar sobre as pessoas que deixou em Arvoredo. Também houve aqueles momentos em que a cena era a maior comédia e ela não soube dosar a voz, dando um ar todo tétrico pra coisa. Algo que, com toda a certeza, não agradou... Mas interpretando ela deu um show! Não compensou seu trabalho como narradora, porém me deixou bastante contente.

Outra coisa que começou e acabou muito bem, na minha humilde opinião, foram as interpretações de atores como Viétia Zangrandi, que transformou a Bree perfeita e de comportamento quase mecânico na Elisa perfeita e com sentimentos mais à flor da pele, e seu marido, Ricardo, de Douglas Simon. Também vale colocar nesse rol a querida Tereza Seiblitz como Lígia, a mãe forte, porém indecisa, e seu parceiro na trama, Leon Góes, interpretando o pai e marido Tomás, e o irreverente casal Gabriela e Carlos de Franciely Freduzeski e Alexandre Schumacher, além de outros nomes como Isadora Ribeiro e sua espevitada Vera Marques, e Paulo Reis fazendo o papel do pai protetor Paulo Monteiro. E, é claro, Lucélia Santos que, apesar de criticada e às vezes com toda razão, interpretou a louquíssima, porém legal, Suzana Mayer.

Já a parte argentina da trama foi um problema, algo que pode ser contado como mais uma causa para o "fracasso" de DCD. Misturar aquele povo dublado com o elenco brasileiro pareceu algo muito artificial às vezes. O que salvou a coisa toda foi a interpretação dos portenhos que não deixou a desejar. Pedro Merlo como o doido René e sua vizinha obcecada por ele, feita por Patrícia Rozas, a mais doida e fria Felícia. Também podemos incluir aqui a Julieta Calvo, “senhora” de Júlia, e María Rosa Fugazot como a mama Solis brasileira, dona Alzira. Esteban Lamarque também pode ser contado aqui, além de muitos outros que fizeram participação na série e que agora me falha a memória...

Mais um ponto negativo: a Argentina. Não, não pensem que eu sou xenófobo, nem que seja no caso do futebol. Mas é que em várias cenas os atores foram obrigados a usar um vestuário que não correspondia com a nossa realidade. Assim como o roteiro não foi infelizmente adaptado para o nosso cotidiano. Seria muito legal se tudo fosse produzido por aqui...

Mas, de uma forma ou de outra, os donos da atração conseguiram driblar o script com expressões próprias do Brasil, em especial no núcleo dos Solis, como na vez que o Carlos disse que tinha batido naquele moço, pois não sabia que ele era veado, e quando a Gaby disse que estava comendo demais para ficar "gorda igual à vaca" da sua sogra. Coisas como essa valeram realmente a pena.

Bem, é isso que eu queria dizer. E você, fã de Donas de Casa Desesperadas? Deixe um comentário e complemente o que eu acabei de escrever! Diga o que você achou que deu certo, o que deu errado, discorde, concorde, enfim! Esse especial foi feito pra você e gostaríamos muito que colaborasse!

Pra fechar com chave de ouro esse segundo dia de especial, deixo com vocês, pra aumentar ou diminuir a saudade que cada um sentimos, a abertura da série que nós tanto amamos:


Até amanhã!

5 Comentários:

Igor Luís disse...

Concordo nos aspectos citados, quanto a abertura, foi uma da smaiores coisas que nos fazia perceber que aquilo não era tão "americanizado", pois tais ítens, como o ritmo o design, nada tinha a ver com o estilo "states" de se viver. Na minha opinião, a abertura brasileira, comparada ás outras versões, fica em 2° lugar, perdendo apenas para a colombiana, aquela que julgo ter o melhor ritmo de abertura de todas as versões de 'desperate housewives'. A idéia da abertura também foi muito bem elaborada, a americana passava o ideal de como as donas de casa evoluíram, ao longo dos anos, desde adão e eva até o século xxi, diferente das versões da série.
Quanto a narração de Sônia, não sei porque não consigo concordar com as críticas sobre ela. S efoi ruim, acredito que, ela tenha feito o melhor, também na interpretação.
Continuo achando que a melhor química na série oscilou entre Franciely e Alexandre, porém, a pior, achei entre a mesma e Iran Malfitano, não gostei dele como jardineiro, e chego a colocá-lo atrás de alguns atores argentinos. A que, mais me surpreendeu foi Lucélia Santos, que se tornou a pequena notável no roteiro, segundo meu ponto de vista.
Qunato a adaptação, foi claramente possível perceber que, a versão brasileirafoi uma das menos adaptadas em detalhes.
Quem merece os maiores créditos de DCD, são os atores, que me desculpem Fábio Barreto e cia. ou a TV alphaville, mas o que seria da produção sem esse maravilhoso elenco?

Hugo Torres disse...

Sem a dublagem, uma narraçao melhor e o roteiro mais "brasileiro" DCD seria uma seríe perfeita.

• blogaritmox • disse...

Concordo! Não morro de amores pela Suzana da Lucélia, e até gostei da narração da Sonia. Vale destacar novamente a Viétia. O que ela fez não foi normal. E a Teresa, que foi a própria Ligia. Nem preciso falar da Isadora, que não podia ser ninguem senão a Vera!

nemezio disse...

Concordo com vc, lí todos seus posts. Para mim, na série quem eu mais gostei foi de Lucélia Santos. As dublagens foram mal, mas DCD ainda é um marco na Tv brasileira, tenho gravado alguns episódios e vejo de vez em quando.

Luiz disse...

Amigos, tirando a boa fotografia e cenários corretos, NADA funcionou nesta versão sub-brasileira de Desperate Housewives. A narração sem qualquer naturalidade feita pela outrora excelente Sônia Braga, passando pela estranhíssima Arvoredo (o que seria aquilo? Um bairro de "suburb" americano socado em pleno Brasil?) até a bobagem-mor de, diante da proposta de fazer uma versão "brasileira" apelar para atores argentinos dublados. Cá pra nós, para usar gringos dublados então pegue-se a versão original americana, duble-a na Herbert Richers e leve ao ar. Agora, jogar os tão apregoados 5 milhões de dólares numa adaptação e economizar usando atores secundários escalados em Buenos Aires é de uma falta de inteligência que só podia dar no que deu: alguma curiosidade inicial, ibope entre 3 e 5 pontos e... série cancelada. Já foi tarde.

Desculpem pela minha modesta opinião, afinal isso aqui é um blog de um fã da série, mas numa boa conversa nem sempre todos concordam, o que areja as idéias e só faz bem.

abração e boa semana para todos.

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