Mostrando postagens com marcador Review. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Review. Mostrar todas as postagens

sábado, 2 de outubro de 2010

Desperate Housewives: 7x01 - Remember Paul?


POR ANTÔNIO PRADO

Este será, com certeza, o meu review de começo de temporada mais atrasado e curto, por conta das várias atividades às quais estou atrelado no meu dia-a-dia. Mas, enfim, vamos aos comentários deste brilhante Remember Paul?



Primeiro, a volta de Paul Young, com Mary Alice narrando todos os eventos passados, com imagens inéditas do que seria os tempos antigos e aquelas às quais nós já havíamos nos acostumado, foi digna, com todo o seu vozeirão de locutor de rádio dizendo pras donas de casa de Wisteria Lane que gostaria de contar sua historinha, inclusive a parte que dizia que Felicia Tillman, com certeza a vilã mais perigosa de Desperate Housewives, estava vivinha da Silva (aliás, sobre ela, vamos guardar um pouco para depois).




Susan e sua nova vida: parece que vai ser uma comédia! Com toda a pobreza envolvida e o jeito de tentar conseguir algum dinheiro extra pra sair da lama, além da possibilidade do Mike ir pro Alaska trabalhar num petroleiro e morrer lá (só um toque, que, aliás, deveria ser seguido, porque recuperaria um pouco o drama que a série precisa). O melhor dela no episódio foi ver as suas jóias sendo recusadas pelas amigas e a Renée Perry comparando os brincos confeccionados por ela e comprados por Lynette com aqueles feitos na pré-escola, além do novo “serviçozinho” que arranjou de se “amostrar” na Internet.




Falando em Lynette e Renée Perry... Primeiro comentário: a especulação que se fez sobre a entrada de Vanessa Williams no elenco, pelo menos até agora, foi desnecessária. Afinal, eu não vi nada de mais até agora, além do fato de a personagem conseguir ser mais irritante que Wilhelmina Slater. Segundo comentário: eu adorei as revelações sobre a Lynette, principalmente a sobre o seu envolvimento nada claro com o time de rúgbi.




Ah, e sabem a Bree? O Orson a deixou, como era de se esperar, depois de todo aquele rolo envolvendo o Andrew e o atropelamento da mãe do Carlos. E o pior: ela descobriu que ele começou a se envolver com a sua terapeuta. Seguindo um conselho do próprio Orson, ao entrar em casa e ver que seu papel de parede estava descascando, em vez de dar a louca e voltar a ser a senhora perfeitinha e neurótica de antes, tentando concertar cada parte da casa, simples agiu como um puma e acabou com todo o papel de parede, contratando um pintor para reformar sua casa. E, mais do que isso, contratou um pintor pra... bem, todo mundo sabe o fetiche com pintores na televisão, eu não preciso explicar!




E já que tínhamos falado da Mama Solís, descobrimos que a criança que havia sido trocada na maternidade é Juanita, a filha do Carlos e da Gaby. Eu, sinceramente, acho que isso é um equívoco, que vai causar muita dor na família, mas que, no final das contas, vai acabar bem, com eles descobrindo que ela é, sim, filha biológica deles e tal. A mesma coisa posso dizer sobre o fato de Gabrielle estar escondendo o que Bree lhe contou – da mesma forma que Carlos está escondendo da mulher o que pode ser verdade –, que, no final das contas, quando os segredos forem revelados, será perdoado.




E como eu fiquei de falar da Felicia Tillman, lá vai um comentário rápido: ela nunca esteve tão louca quanto antes! E isso é, tipo, perfeito, porque todo mundo adora um louco psicopata (desde que seu nome não seja o do chato Dave Williams).




Enfim, esse comin’ back to home que Marc Cherry está fazendo, resgatando velhos personagens, está sendo ótimo, porque dá uma reavivada na série, exatamente aquilo que precisa.




Esperemos por mais, muito mais, afinal!

Leia Mais >>

sábado, 22 de maio de 2010

Desperate Housewives: 6x23 - I Guess This is Goodbye

POR ANTÔNIO PRADO


É, Desperate Housewives escolheu não surpreender nesta season finale, apesar de esta ter sido boa. Quero dizer, não foi aquela coisa que nós esperávamos de uma série do nível que julgamos esta ser, com toda a sua alta audiência e outros atributos qualitativos. Mas, para bem da verdade, alguns momentos compensaram aquelas partes que não foram grande coisa, fazendo com que a continuação da série fosse uma coisa desejada. É claro que a chegada de Vanessa Williams ao elenco anima qualquer um, e a volta de Paul Young então nem se fala, mas, vamos lá, o próximo segredo envolver bebês trocados na maternidade?! Fala sério, Marc Cherry!


Enfim, vamos nos concentrar no que aconteceu neste episódio, tirando a enfermeira, a confissão de culpa, as crianças trocadas e tudo o mais, até porque eu acho que, por ora, não há necessidade, visto que Mary Alice, em seu próximo
Previously on Desperate Housewives... tratará de nos mostrar e explicar as cenas novamente.

O fato é que, enfim, a agonia de Angie e Nick Bolen finalmente terminou. Depois de anos fugindo do doido do Patrick Logan, em especial nos últimos dias, em que ele fez da vida deles um verdadeiro inferno, não poupando nem mesmo o filho biológico, Danny, ela finalmente o viu morto, completamente explodido, depois de um lance genial em que armou, sim, a bomba que ele tanto queria para se vingar dela, mas a colocou no próprio detonador e -
CABUM!! - voou pedacinho de John Borrowman pra todo lado. E o engraçado é que ninguém apareceu na rua e nem comentou da explosão depois... Vai saber onde os escritores enfiaram esse povo, né? Mas, enfim, o negócio é que, finalmente, o coitado do Danny se viu livre do passado de seus pais, que fugiram para Atlanta e deram para ele uma passagem para Nova York, onde ele recomeçaria sua vida sem eles e sem o FBI no encalço. Vida longa aos Bolen!

E a Susan, hein? Depois de ver que o marido se afundou numas dívidas que ela nem pensava que existiam, e não tendo outra solução que não por a casa para ser alugada, os Delfino fazem uma venda de garagem e, depois de tudo vendido, resolvem ir para um apartamento no fundo de um posto de gasolina - e, pelo que se pode depreender dos postos de gasolina que já foram mostrados de Fairview... é melhor nem se aprofundar! Mas, enfim, depois de muito drama justificado por parte da Mayer, os três - papai, mamãe e filhinho com voz de Teletubbie - deixam a casa onde passaram praticamente todo o bom tempo de suas vidas e vão para seu novo lar, ninguém sabe exatamente aonde... Sorte pra eles, que a gente fica aguardando pra ver o que aconteceu.


Outra que entrou numa sinuca de bico foi a Bree. Os spoilers que diziam que ela sofreria um acidente ou coisa parecida? É, não aconteceram. Mas o fato é que ela realmente teve que enfrentar uma prova de fogo, que colocou a prova novamente todos os seus princípios para livrar Andrew da cadeia, coisa que não fez por Orson, que ficou chateadinho e caiu fora de casa - e muito provavelmente fora da série, visto as manifestações positivas de Kyle MacLachlan quanto a isso. Hipócrita? Talvez. Mas aqui, o que podemos perceber da transferência do seu negócio para as mãos do seu chantageador, Sam, não é nada mais que a atitude última de desespero de uma mãe para salvar o seu filho, mesmo que ele seja um estorvo. Sem contar também que a redenção de Bree - e provavelmente seus problemas com os Solís - chegou quando ela, arrependida, se aproxima de Gabrielle no final do episódio e resolve contar tudo o que aconteceu há uns bons anos atrás. Eu confesso que acho que a Gaby - que meio que "coadjuvou" neste episódio - não vai ficar muito chateada com a história, porque, bem, ela odiava a Mama Solís - estava com tanta saudade desse termo... -, mas, enfim, quem vai ficar puto mesmo vai ser o Carlos, que, provavelmente, não vai deixar muito barato... Nem pra Bree, nem pro Andrew...

Agora, uma que não sabia se ficava agoniada - apesar de ter ficado MUITO! - ou feliz - o que ficou MUITO também, só que depois! - foi a coitada da Lynette, obrigada a dar à luz e, melhor, ter a ajuda de seu sequestrador para que seu bebê fosse entregue. Com momentos de tensão, como em que o Tom apareceu na casa do Eddie e acabou não salvando aquela mulher naquela ora, porque o infeliz do assassino de mulheres tapou a boca dela, ou o cordão umbilical envolto no pescoço da mais recente - porque filho pra Lynette não é nem mais novo, é mais recente, tipo acontecimento da vida cotidiana -, as cenas com a dona de casa loira foram muito boas, excelentes mesmo, inclusive a cena em que, dando uma de mãe, fez com que Eddie se entregasse e, num momento também de redenção - afinal de contas, este foi um episódio de redenções particulares -, ele segura a neném nos braços. Matou um monte de mulheres, mas salvou a vida de uma uma. Não é significativo?


Bem, este foi o meu review da season finale da sexta temporade de Desperate Housewives.
Comentários sobre as novas entradas para a próxima temporada, bem como sobre o segredo, ficarão por conta dos próximos posts. Por enquanto, eu acho que isso é um adeus - não, é só um tchau mesmo! Tchau!

Leia Mais >>

domingo, 21 de março de 2010

Desperate Housewives: 6x17 - Chromolume No. 7

POR ANTÔNIO PRADO



Este Chromolume No. 7 foi, com certeza, um dos melhores episódios da temporada até agora, revelando, enfim, o segredo de Angie, além de trazer as participações de Heidi Klum e Paulina Periskova como elas mesmas e nos dando um final emocionante, com Bree descobrindo que Sam é filho de Rex e os efeitos que isso pode causar em Andrew, que está visivelmente enfurecido e pode vir a se tornar novamente o bad boy das primeiras temporadas.


Quem aí conhece bem sogra sabe que ela sempre defende o filho homem e, caso ele não exista, o genro, certo? Bem, neste caso, em que a dita cuja tem somente uma filha mulher muitíssimo bem colocada na situação de criança, a raiva se dirigiu a uma linda moça russa, Irina, que Preston, voltando de sua viagem da Europa, trouxe de mala e cuia para a casa, algo que, sinceramente, remexeu com o fígado de Lynette, que, com olhares e trejeitos, e, mais tarde, com palavras e atitudes veladas, mostrou estar completamente desagrada com a situação. Tanto que, indo ao joalheiro, faz com que ele faça uma cópia barata de um anel de família, para que o filho o dê a sua noiva e ela prove o seu ponto de que ela é uma “trambiqueira”. Mas, para seu desapontamento, a moça ou se mostrou mais esperta – o que é bem mais provável – ou está fingindo de boba para dar um golpe maior, porque, sei lá, essa história parece que ainda vai dar muito pano pra manga.


As melhores cenas da Lynette neste episódio foram as da joalheria, em que Jimmy, o joalheiro, a congratula pelo noivado do filho e a Sra. Scavo logo em seguida diz que odeia a nora, e quando ele diz que o rapaz provavelmente a odiará quando descobrir que o anel é uma cópia, ao que ela responde que tem filhos exatamente por isso: para substituir aqueles que já a odeiam. Hilário!


E como Wisteria Lane não comporta tanta gente assim, Angie e Gabrielle, depois de descobrirem que Danny e Ana estão juntos em Nova York, resolvem pegar o primeiro avião que veem pela frente e voam para a cidade de Betty Suárez. Chegando lá, depois de tentar encontrar Danny e Ana em todo quanto é canto, Angie resolve procurá-los no último lugar possível: na casa de sua mãe que, de primeira, a recebe mal, mas depois de perceber o perigo que o neto sofre, resolve deixá-lo ir com a mãe, ficando Ana, depois de receber uns conselhos de Gaby como ser bem-sucedida no mundo da moda – ou seja, não ser mesquinha como ela foi –, na Big Apple. E, no avião, Angie resolve se abrir, depois da insistência da vizinha, sobre o seu passado, e acaba contando que, por querer salvar o mundo etcoetera, etcoetera, acabou se entregando a um tal Patrick Logan que a convenceu de matar uma pessoa, a praticar um ato de terrorista, digamos, verde. E, depois disso, ela passou a fugir dele, de modo que ele não possa lhe fazer nenhum mal, nem a ela, nem a Danny, que se revelou sendo filho deste antigo namorado.


Pra dizer bem a verdade, eu acho que o segredo foi bem muxoxo, do tipo que, bem, não exatamente estraga a temporada, mas que não a coroa como ela deveria. Tipo, eu esperava bem mais de uma season que era pra ser meio que a volta aos tempos de ouro de Desperate Housewives. Mas, de qualquer forma, ainda temos uns seis episódios pela frente e esse tal de Patrick Logan pode causar muito alvoroço ainda, e eu acho que é aí que a temporada vai ser redimir totalmente. Espero algo mais ou menos do tipo Wayne Davis, o Ex Psicopata.

E a coisa pegou pro lado da Bree, que se viu completamente incomodada com o fato de Andrew ter sentido tanto ciúme e raiva de Sam com a sua nomeação para vice-presidente. Até aí, não rolou grande coisa; o negócio bom chegou mesmo no final do episódio, quando a Bree, entrando na casa de Sam e vendo suas fotografias na parede, descobre que seu defunto marido, Rex, é pai do seu novo sócio. E, depois de resistir às explicações, Bree deixa o rapaz se explicar, o que levou a uma das cenas mais bonitas de Desperate Housewives de todos os tempos: Sam contando a sua história, com o lance de passar em frente à casa dos Van de Kamp várias noites e imaginar porque o seu pai tinha escolhido Bree e seus filhos e não ele. Foi muito legal, eu gostei bastante. Uma cena simples, sem nada demais, mas que foi realmente tocante.


Ah, e aquele olhar do Andrew na janela, quando vê a mãe abraçando Sam, sem fazer ideia de que ele é seu meio-irmão me diz que ele vai fazer maldade e meia com o moço. Aguardem...


E daí temos a Katherine, que não sabe exatamente o que quer, depois de passar uma noite com a Robin, mas que no final do episódio descobre o que quer – que é ficar com a ex-stripper – e a Susan às voltas com o Mike que, depois de descobrir que ela pagou seu empréstimo e o fato de Katherine ter se revelado lésbica – e toda a “embananação” que Susan trouxe aos diálogos deles! –, se sentiu um homem castrado. Não vou me estender muito nos comentários sobre esses dois núcleos porque não tem muito o que comentar, valeu?


Bem, é isso!


Até o próximo review, se o tempo me permitir!

Chromolume No. 7 teve uma audiência apurada em 11.7mi de telespectadores, a segunda maior da temporada, depois da de You Gotta Get a Gimmick.

Leia Mais >>

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Desperate Housewives: 6x13 - How About a Friendly Shrink?

POR ANTÔNIO PRADO


Neste episódio, tivemos um pequeno embate entre Susan e Gaby, que, pra brigar com os vizinhos, anda bem fogueteira esta temporada. Ao visitar a escola onde Juanita foi estudar finalmente, a Oakridge, curiosamente onde Susie Q dá aulas e MJ estuda, Gabrielle descobre que sua filha mais velha é um “leopardo” no sistema de avaliação da escola, o que leva a Susan a fazer um comentário sonoro infeliz, ao dizer que seu filho é uma “girafa”, o que, segundo as palavras dela, é um “animal” mais avançado que o de Juanita. Isso só faz com que a cólera materna de Gaby apareça e ela começa a ir atrás da história: depois de conversar com o diretor e não conseguir nada dele, vai até três meninas e, interligando o grau de dificuldade das provas de matemática de cada uma delas e o animal que cada um é no sistema de avaliação da escola, quebra o código e esfrega isso na cara da Susan mais tarde, quando as duas acabam brigando feio na escola e indo parar na direção. E, na espera pelo principal, elas acabam fazendo as pazes, percebendo o quão bobas foram competindo por algo tão mesquinho.

As melhores sacadas deste conflito Susan-Gaby foi o diálogo da Juanita com a amiga dela (amiguinha Sua mãe é estranha... Juanita Nem me fale...) e o MJ tentando tirar o copo que prendeu na mão e, depois que consegue e os pais festejam, vai até a torradeira com um garfo.

E o que falar sobre a Lynette e o Tom? Durante um jantar oferecido a eles na casa de Bob e Lee, os dois acabam se estranhando quando, ao descobrir que os vizinhos estão fazendo terapia, Tom acaba querendo abarcar a ideia e Lynette desacorda com ela por completo. Acontece que, já no outro dia, ela descobre que o marido está indo sozinho ver a tal Dra. Graham, e que, como Lee, está escrevendo em um caderninho tudo o que sente sobre Lynette. Curiosa em saber o que está escrito, mas não podendo, Lynette dá um jeito de ir ver a terapeuta – ao mandar um de seus pacientes embora, dando a ele dinheiro para apostar – e, depois de ter um diálogo forte com ela, acaba ficando e falando um pouco mais de quão difícil vem sendo a sua vida. O Tom ficou só alegria quando descobriu que a mulher resolveu fazer terapia com ele, mas não gostou nada ao ver que ela também tem o tal caderninho de anotações. Qual é, Tom? Chumbo trocado não dói, certo?

Aproveitando a deixa do Bob e o Lee, o que dizer daquela conversa que o Lee teve com a Angie? O melhor foi quando ela entregou o “pacote” que eles estavam esperando e, quando ele foi explicar pra que servia, ela disse que era melhor não.

Drama que continuou foi o de Bree com o Orson. Quero dizer, boa parte foi só comédia. Afinal, quem não se deliciou ao ver a Bree judiando dele, com os waffles e mais tarde dando um banho nele com todo aquele detergente e água de mangueira? Ou então o Orson fingindo que caiu no chão e dizendo que isso à fisioterapeuta dela só porque a Bree deixou os waffles no alto demais para ele pegar? Mas legal mesmo, apesar de dramático, foi a conversa que os dois tiveram depois do “banho” que a Bree deu nele, com Orson falando o quão difícil a sua vida tem sido e que um “por favor” ou um “muito obrigado” significam bem mais do que oito letras. E parece que, apesar de os dois continuarem se atracando, as coisas vão melhorar pouco a pouco. E das duas, uma: ou o Orson sai de casa, em paz, ou os dois voltam a ficar juntos, aprendendo a lidar com todo o episódio chamado Karl.

Foi ótima a parte em que o Orson chama a Bree de vagabunda – perdão aos fãs da ruiva, mas eu ri mesmo! – e depois dizendo que não ia dizer “por favor” porque não se lembrava de ela ter dito o mesmo quando começou a traí-lo.

Aproveitando que estamos falando em relacionamentos, o que dizer sobre Ana e Danny? Bem, como a própria Angie disse, as coisas não parecem que vão dar muito certo entre os dois... quero dizer, pelo menos entre as duas, que realmente se estranharam. E eu acho sinceramente que, até o fim do relacionamento do Bolen com a Solis, essa rivalidade nora-sogra vai dar muuuito pano pra manga. É esperar pra ver!

E a Katherine? Bem, pela primeira vez a vimos depois de todo aquele episódio no hospital, por causa da tentativa de homicídio com a facada na barrigada e tudo o mais. Ela parece bem, encarando a realidade como ela é, mas não preparada para viver entre os seus. Pelo menos é o que ela diz para Mrs. McCluskey, quando esta, solidária por tudo que Katherine fez por ela anteriormente, vai visitá-la. Diz que não pode olhar na cara das pessoas que feriu, ou seja, as donas de casa de Wisteria Lane. E isso leva a uma das cenas mais emocionantes de toda a série: o encontro e o perdão por parte de todas as desperate housewives a Katherine, inclusive Susan, a mais prejudicada. Realmente muito lindo.

Bem, eu acho que é isso!

Até o próximo review de Desperate Housewives!

Leia Mais >>

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Desperate Housewives: 6x12 - You Gotta Get a Gimmick

POR ANTÔNIO PRADO

Não me canso de dizer que esta temporada de Desperate Housewives está se revelando uma das melhores da série e que nós devemos prestar tributo a isso. Escrever sobre os episódios é parte disso, so, let’s go!

Vamos começar com a Bree que, neste episódio, descobriu o seu “erro” – ou pelo menos a culpa envolvendo ele, o que a levou ao Orson paralisado e cheio de crueldade para dar. É claro que isso faz parte do “pagar pelo que fez”, mas, sei lá, acho que isso vai dar muito pano pra manga. Claro, levando-se em consideração o exemplo de desumanidade que o marido da ruiva tinha em casa (= Gloria), vamos criando na cabeça o que ele pode fazer ou não para ela. Não faz muito tempo, por causa de uma coisa boba, como chegar em casa tarde, ele a levou a exaustão para prepara-lhe uma refeição, imagine o que pode fazer agora que está na cadeira de rodas...

E já que estamos no clima de drama, vamos passar aos Scavo. Perder um filho não é fácil. Pelo menos é a minha opinião. E não é exatamente sobre isso que Lynette quer conversar, tentando manter as coisas lá no fundo do coração. Mas depois que o Tom, indo cobrir a falta da mulher na empresa, acaba criando um conflito sobre ir voltar a trabalhar logo depois que o bebê nascer, as coisas só ficaram piores, levando a um dos diálogos mais fortes que os dois já tiveram.

Meio que falamos do Karl ali em cima, então vamos continuar: quem diria que o cara ia sacanear a Susan até mesmo depois da morte? Pensando que não receberia nada dele, Susie Q se surpreendeu quando o tabelião disse que existia algo no testamento para ela. O quê? Uma casa de strip-tease! O pior foi quando, indo visitar o local, ela descobre que Mike é frequentador, e, depois de confrontá-lo e receber um eu-não-vou-te-obedecer do maridão, ela resolve se vingar, como boa dona de casa desesperada que é. Então contrata o Delfino para ir até o lugar e, de repente, sem que ele soubesse, ela sobe no palco, como Sra. Concerta Tudo, e arrasa no pole dance, o que deixa o cara completamente doido e leva-o a fazer uma promessa das maiores para qualquer homem. O melhor foi quando ele a estava carregando embora e ela olha para trás, gritando pelas gorjetas. Hilário!

E os Solis, além do remorso com o qual tiveram que lidar em relação aos Scavo, também tinham outro problema para resolver: encontrar uma escola para Juanita, o que levou a todo um questionamento sobre a etnicidade deles que foi o foco de toda ou boa parte da “graça” do episódio. Vai falar que você não riu quando a Juanita comparou os mexicanos com “aquele pessoal que vende laranja na beira da estrada”, ou quando ela voltou, obrigada pela Gaby, pra dizer “Adiós, señor!”, mesmo não sabendo o que isso significa, ou então quando eles se questionam o porquê de a filha se achar branca e, olhando em volta, em sua própria vizinhança, eles têm a resposta. Mas essa família arrasou mesmo foi naquele diálogo que o Carlos teve com a mulher enquanto ela via as fotos antigas. Sou só eu ou todo mundo aí adora quando eles param pra conversar? Sai umas coisas bem bonitas dessas conversas, sabe? Por exemplo, “tudo o que aconteceu de bom a nós dependeu dos sonhos que este homem carregou nos ombros e isto é algo pelo qual nossas filhas devem se orgulhar”. Lindo, né?

Agora, neste episódio não vimos nem sinal de Katherine – ela foi para o hospital psiquiátrico, como todos nós sabemos – ou dos Bolen, a não ser o Danny, que teve uma conversa franca com a Julie, que, depois de uma conversa com Ana, tenta aproximar os dois, visto que ela própria não quer saber do rapaz por causa de você sabe quem. Mas, enfim, eu acho que isso não vai dar em nada e que, no final das contas, os dois, Julie e Danny, vão acabar juntos.

Por enquanto é isso aí.

Desculpem pela demora e até a próxima, com mais um review de Desperate Housewives!

Siga-nos no twitter!

@HousewivesBlog

Housewives Desesperadas - even juicier!

Leia Mais >>

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Desperate Housewives: 6x10 - Boom Crunch

Enfim, mais uma vez a catástrofe visitou Wisteria Lane, ceifando algumas vidas e abalando tantas outras. Mas, entre mortos e feridos, salvaram-se todos, e é sobre isso que eu quero comentar: sobre este episódio que, apesar de trazer em si, principalmente nos momentos finais, uma carga de sofrimento quase banalizado, resplandeceu como um dos melhores da série nesta temporada, com mais alguns momentos brilhantes.

As coisas começaram a ser contadas a partir de três dias antes do grande acidente, quando durante os preparativos para a festa já não estavam indo muito bem. Magoadas uma com a outra, Lynette e Gabrielle começaram a agir de forma hostil na frente de todos os vizinhos, o que os levou a conhecer todos os “segredos” envolvendo o problema, desde a gravidez escondida até o processo contra Carlos por ter defendido a mulher de Tom Scavo. Tudo poderia parar aí, mas não parou, o que gerou uma cena hilariante: durante a apresentação do coral natalino, as duas começam a discutir uma com a outra, usando cada qual de um sarcasmo impressionante – principalmente a latina, que parecia com o diabo da raiva dentro de si –, com direito à derrubada da Bree na frente de todo mundo e à entrada do Lee no coral, dizendo que tudo aquilo era um “milagre natalino” para ele. (E se vale lembrar, aqui vai a piadinha hilária da Mrs. McCluskey quando ele se ofereceu para participar do evento, dizendo que podia fazer uma voz bem aguda: “Nós seremos as Jingle Belas, não as Jingle Bolas...”)

O melhor momento para as duas, principalmente para a Gaby, que, tendo um de seus raros instantes de genuíno desespero, se deparou por alguns segundos com a possibilidade de ver sua caçula morta, quando, de repente, a mulher que ela mais odiava naquele momento, Lynette, arrisca sua própria vida para salvá-la. Foi lindo, com certeza compensou toda a inércia de Celia na série até agora.

E eu juro por Deus que, se a Gabrielle e o Carlos não perdoarem a Lynette, de coração, eu deixo de ter o mínimo de gosto por eles. Afinal, por mais triste que a Lynette estivesse triste por toda a situação, ela se pôs na frente daquele aeroplano para salvar a filha dos Solis. Não só a sua própria vida, mas de um dos gêmeos que está esperando, visto alguns spoilers que andam por aí...

Agora que tal falar um pouco da Katherine? Ela, que no episódio passado, esfaqueou-se, e neste, usando-se de um plano elaborado por sua cabeça completamente biruta, colocou o Mike na cadeia, acabou por receber uma visitinha de sua filha Dylan – a quem tinha pedido para não vir, mas que acabou vindo, depois que Susan fingiu ser uma médica e requisitou sua presença no hospital, depois de Bob, que é seu advogado, ter dito que só um familiar pode abrir as portas da psiquiatria para alguém --, que, depois de descobrir que sua mãe está beirando a insanidade total, resolve colocá-la em tratamento. E, em mais uma cena forte de Dana Delany nesta temporada, ela tenta fugir do Fairview Hospital e, sendo capturada ali mesmo, no lobby, chora bem doido e repete uma frase que nunca vai sair da minha cabeça e de muitos fãs de Desperate Housewives: “Eu te pedi para não vir.”

E já que estamos na ruiva, vamos direto para a Bree que, neste episódio, viu o seu maior medo se realizar: Orson descobriu que ela estava tendo um caso com Karl. Depois de pedir o divórcio para ele, chantageando-o com a foto que ela tirou dele com o Lamar, seu ex-colega de presídio, ela descobre que seu marido só estava blefando e que nunca mandaria Bree para a cadeia. Mas o pior foi o que aconteceu depois: ao descobrir que Karl mandou um monomotor sobrevoar Wisteria Lane com uma mensagem amorosa para ela amarrada na cauda, mesmo diante dos protestos de Bree para não fazê-lo, o advogado vai até o ex-dentista para confessá-lo sobre tudo, e usam-se da casinha do Papai Noel para tanto. Depois de pegarem lá dentro, o avião passa e uma das primeiras coisas que bota abaixo é exatamente a dita cabana, deixando uma mão ensanguentada para o lado de fora, que, diante dos spoilers já lançados, julgamos ser Karl.

Guardando o melhor para o final, os Bolen viram-se enroscados com a vizinha fofoqueira de Wisteria Lane, a enfermeira Mona Clark, que, depois de jogar verde, acabou colhendo maduro, da boca de Danny, toda a história envolvendo sua misteriosa família, dando-nos mais pistas sobre o que realmente aconteceu, como, por exemplo, que o que causou a cicatriz nas costas de Angie foi um ataque terrorista acontecido há muito tempo. Então, aproveitando-se do fato que, pelo visto, seria capaz de arruinar com a vida de cada um daquela família, Mona resolve chantageá-los – afinal, o que é Wisteria Lane sem uma chantagenzinha aqui e outra acolá? – e pede US$67mil para guardar tudo aquilo dentro de si. Entretanto, só consegue US$10mil e um anel da família de Angie, o que a faz exigir mais. O que não vai receber, porque, pelo visto, está morta.

No geral, este episódio seguiu a linha da temporada, ou seja, esteve ótimo, mas, bem, eu esperava um pouco mais de destruição. Entretanto, o fato de Marc Cherry ter se atido mais à destruição pessoal do que à física, fez do Boom Crunch uma maravilha – se é que podemos de chamar de “maravilha” um desastre...

Bem, é isso!

Desculpem a demora e até janeiro, com mais um episódio de Desperate Housewives!

DESPERATE HOUSEWIVES

A QUEDA DO AVIÃO


Leia Mais >>

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

DESPERATE HOUSEWIVES: 6x09 - WOULD I THINK OF SUICIDE?

POR ANTÔNIO PRADO

Desde o início, Desperate Housewives fez honra ao nome e trouxe a nós, telespectadores, vários momentos de genuína desesperação. Entretanto, fazia tanto tempo que eu não via tanta angústia em um episódio só. Talvez por isso que eu tenha dito aqui mesmo que a série está voltando lentamente, porém com uma força incomparável, aos seus bons tempos. Tempos sangrentos, mas bons tempos.

O episódio já começou com uma cena que a todos intrigou: a morte da garçonete Emily Portsmith, estrangulada da mesma forma que Julie Mayer e talvez pela mesma pessoa – que, como se deixou implícito, é um homem. Daí já se pode tirar o primeiro momento de desespero que levou as mulheres de Wisteria Lane a procurar um jeito de se defenderem daquele misterioso assassino. E, apesar de acharem muito atraente a ideia de Bree de comprarem um revólver e carregá-lo para onde forem, acabaram decidindo por aulas de autodefesa, onde, depois de uma cena engraçadíssima em que Susan pensou que Julie estivesse em um motel com o tal homem casado, quando na verdade estava na biblioteca lendo um livro, e na qual ela descobre sobre o caso da amiga ruiva com seu ex-marido, Karl, elas expressam suas diferenças quanto aquilo, em golpes nada gentis. Por fim, depois de conversarem honestamente, Susan acaba dando o seu aval para o relacionamento, terminando por quase quebrar o dedo do Karl quando ele disse que só mudaria com a Bree porque achou um motivo para mudar. Só uma coisinha que ela aprendeu na aula de autodefesa, sabe?

E já que a gente comentou sobre o assassinato da moça que trabalhava no The Coffee Cup, eis que lanço mais uma das minhas teorias, a de que os Bolen estão em uma espécie de programa da proteção à vítima. Para mais informações sobre essa minha conclusão, avance até os momentos finais deste review.

Mas, falando de coisas mais amenas, porém não menos preocupantes, pulamos para os Scavo e os Solis, que estiveram estreitamente ligados neste episódio. Depois de descobrir que Lynette estava grávida, Carlos resolveu puni-la, colocando-a em uma salinha que, digamos, parecia mais um depósito – o que, de fato, deveria ser. Para evitar qualquer tipo de processo e demiti-la supostamente por justa causa – depois de Lynette ter colocado os pés pelas mãos e ter aberto um processo contra a empresa, sem saber que os vizinhos, em especial Gabrielle, estavam dispostos a perdoar o fato da loira ter escondido a gravidez –, Carlos obriga Lynette a entregar um trabalho exorbitante na manhã seguinte e, caso não o fizesse, seria demitida. E foi o que aconteceu, porque, vendo a filha triste por não poder ter sua mãe na apresentação de Natal, Lynette deixa as coisas de lado por algumas horas para atender as necessidades familiares, e acaba tendo que ir embora logo no dia seguinte, exausta e cheia de angústia. E, pelo que pudemos ver na promo e nos sneak peeks dos próximos episódios, a coisa não parou por aí.

Agora, sobre os Bolen de novo... Eu sei que é extremamente estranho o fato do Danny gostar da Julie, mesmo sabendo de tudo o que aconteceu, mas dá pra ver que o que ele sente por ela é realmente verdadeiro, amor mesmo, sabe? E eu fiquei triste pelo fato de a angústia ter tomado conta dele e tê-lo levado a cometer aquele ato – depois de ver os pais discutindo, inclusive ouvir que a mãe, Angie, tinha matado um homem – impensado, aquela tentativa de suicídio ainda bem malfadada. Já no hospital, o casal descreveu um pouco sobre o dia em que eles perderam sua identidade, o fato de estarem envolvido com os federais – algo que me leva a crer que eles estejam fugindo de alguma organização criminosa ou coisa parecida, estando sendo protegidos pelo governo –, entre outras coisas. Ainda vimos Mona Clark, a vizinha fofoqueira de Wisteria Lane, como enfermeira e ouvindo da boca de Danny que seu nome era Tyler, algo que pode revolver um pouco mais essa estranha história...

E, antes que me esqueça, claro, Dana Delany está brilhando esta temporada. Tem gente que não gosta da Katherine como perturbada mental, mas, depois de ver a cena final deste episódio, eu tive certeza que, pelo menos metade desses resistentes, mudaram de ideia. O que foi aquilo? Eu tinha acabado de jantar e foi uma cena tão gloriosa, tão Desperate Housewives mesmo, que eu fiquei entre o vômito e a festividade. Realmente muito interessante, a série estava precisando de um momento desses.

Em resumo, é isso!

Até semana que vem, quando o avião vai cair!

DESPERATE HOUSEWIVES

KATHERINE SE ESFAQUEIA


Leia Mais >>

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

DESPERATE HOUSEWIVES: 6x08 - THE COFFEE CUP

POR ANTÔNIO PRADO

Quando soube que Desperate Housewives tinha conseguido sua melhor audiência na temporada com este The Coffee Cup, a segunda maior da ABC no domingo, ficando atrás somente de Grey’s Anatomy, eu logo fiquei curioso para ver o que o episódio teve de especial que os outros não tiveram. O que vi, em resumo, foi um desenrolar limpo e simples da história e algo que, bem, nos colocou com mais dúvidas ainda...

Mas mesmo tendo sido o episódio aquilo que podemos chamar de “bom”, não vamos eximi-lo completamente de seus erros. Trocando em miúdos, a história entre a Susan e a Katherine. OK, foi bom o Marc Cherry ter levado a história do tiro um pouco mais à frente, porque de storylines mal resolvidas a série está cheia. Mas, sei lá, pode parecer chatice da minha parte, mas achei extremamente desnecessárias todas aquelas cenas. Poderiam ter inventado outra coisa, uma vingança mais criativa, mas tudo o que fizeram foi colocar as duas cumprindo a mesma pena, terminando com os Delfino se engalfinhando três vezes em um dia só e com um discurso daqueles bem melosinhos no final.

Não vou dizer que a atuação foi ruim. Aliás, Dana Delany, no papel de atormentada mental, nunca esteve melhor. Entretanto, como admirador da série, eu tenho que dizer: bem que isso poderia ser utilizado melhor. Talvez um pouco mais de maldade na insanidade de Katherine faça bem...

Ah, e será que a Lynette não passou por gravidezes suficientes para saber que esta é uma das coisas que NÃO se pode esconder por todo o sempre? Agora ou depois, todo mundo acaba sabendo, certo? Certo. Principalmente se este alguém se chama Gabrielle Solis que, no seu ímpeto de sempre querer abraçar as amigas, acabou sentindo um “chute” que, bem, não seria normal de uma barriga. E depois de uma discussão, pela amiga não ter contado antes sobre sua situação, ela acaba contando para Carlos que, em uma cena brilhante, acaba por colocar Lynette numa sinuca de bico: depois de fazer um colega de trabalho desistir de ir para Miami, para quando fosse dar à luz ele pudesse cobri-la, ela só tem uma opção: ir para a Flórida. Isso se quiser continuar com o emprego, claro. E como ela não vai optar por largar sua adorada Alameda das Glicínias, provavelmente vai cair fora e, bem, veremos uma batalha nos tribunais para breve.

E a Gaby é inacreditável! Não digo o fato de ela ter fofocado sobre a gravidez da Lynette, porque isso era totalmente esperado. Digo sobre ela tentando subornar o padre da paróquia para que Juanita pudesse adentrar na escola católica. A cena do confessionário foi a melhor, ela piscando e dizendo que tinha entendido o “recado” do padre Crowley, foi simplesmente hilário, sem contar aquela em que ela descobre que sua oferta seria usada não para os fins que ela desejava e, depois de abraçar o sacerdote – ela esteve cheia de abraços este episódio, não? –, toma dele, desapercebidamente, um cheque. É, ela não tem jeito mesmo!

Outra que não tem jeito nenhum é a Bree. E parece que agora ela vai finalmente enfrentar o dilema: “Devo ficar com meu marido ou com meu amante?”. Depois de uma noite mal planejada com Karl – se é que existe o termo “bem planejado” quando estamos falando de uma traição deste tipo –, Bree acaba se vendo numa situação de perigo e só não é pega no flagra porque Angie, que descobriu seu caso, avisou-a sobre a chegada de Orson e ajudou com que o amante fugisse pela janela. E em uma das melhores cenas de Drea de Matteo em Desperate Housewives – se houve uma só que não pudesse se chamar de excelente; a atriz arrasa! –, ela faz Bree pensar sobre o que está fazendo, e, depois de ponderar, parece que ela ficou ainda mais confusa. Mas eu acho ela se decidir logo, porque o marido que ela tanto despreza, Orson, o Apreciador de Óperas, não pensará duas vezes antes de fazer a mesma coisa que Mary Alice fez na primeira temporada por motivos muito mais diversos.

E agora vamos falar sobre o grande “redemoinho” do episódio: o segundo estrangulamento da temporada. Desta vez, uma garçonete que, horas antes, tinha conversado com Nick de uma maneira um tanto “íntima”, o que irritou Angie. Depois de falar rapidamente no celular com alguém que, aparentemente, ainda não apareceu no episódio, Nick sai do The Coffe Cup e, pouco tempo depois, faltando alguns segundos para o fim do episódio, alguém coloca fim na vida da moçoila – ou não; ainda não se sabe se ela morreu.

Daí, dizemos: das duas, uma: ou o Marc Cherry é burro demais, entregando o segredo nas nossas mãos, ou um gênio, querendo nos enganar mais um pouco. Se bem que o simples fato de nos questionarmos sobre isso já faz dele um grande “enrolador” – o que, no quesito segredo, é essencial.

Eu ainda acho que, apesar do mesmo modus operandi e de as vítimas terem a mesma ocupação, o causador disso tudo é alguém fora da história, em associação com os Bolen, mas ainda fora da história.

O por quê? Ainda escondido, de uma forma mais suculenta do que nunca!

É isso.

Até semana que vem!

Postado também no OSERIESTV.com

Leia Mais >>

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

[REVIEW] 6x07 - CAREFUL THE THINGS YOU SAY

POR ANTÔNIO PRADO

Depois de Don’t Walk on the Grass, episódio que ficou abaixo da excelente média de qualidade que Desperate Housewives vem apresentando nesta temporada, sem nenhuma novidade ou coisa parecida, Careful the Things You Say chegou para tomar a excelência desta season que, como diriam nossos irmãos portugueses, está altamente.

Apesar de ainda não ser totalmente parte do brainstorm que vem sendo a série de Marc Cherry nos últimos episódios, o que eu comento agora chegou para nos revelar mais algumas coisas – ou, como muitos julgaram, nos confundir um pouco mais. Mas, antes de comentar sobre os Bolen, vamos começar com os Solis.

Quem aí desde o início duvidou que aquela ideia da Gaby de homeschooling para a Juanita ia ser daquelas de jerico? Ameaçar a boneca para ensinar frações à filha foi simplesmente o fim da linha – apesar de ela ter continuado insistindo! – e foi aí que ela percebeu a sua falta de tato com a filha. Então, como que por milagre, ela descobre uma Ph.D em matemática dentro de sua casa, Ivana, a diarista. Deixando o serviço de lado e louca para dar umas voltas, Gabrielle faz com que a filha tenha aulas com a ucraniana. O problema é que Carlos, entendendo a real necessidade de Juanita – não ser abandonada pela mãe em um momento não muito confortável –, acaba por fazer um acordo com Gaby que, apesar de não deixá-la totalmente feliz, a alivia um pouco: contratar uma empregada, para que ela pudesse ter mais tempo para ensinar a filha.

Antes dessa decisão, dois momentos ótimos aconteceram: a Gaby indo atrás da Ivana, que tinha sido despedida pelo Carlos, pois ele não sabia a real causa da casa estar tão bagunçada, e ela obrigando-a a esfregar o chão enquanto ensina Juanita, e o Carlos dizendo para ela cuidar só da matemática, que da geografia cuidava ele, depois que a mulher disse que importância tinha saber sobre a perseguição que os mexicanos sofriam até a Argentina por parte dos “cossacos raivosos”. Hilário.

E, ah, quem aí ainda vê uma cena daquelas bem dramáticas, de mãe-e-filha, envolvendo a Gaby e a Juanita?

Agora, as cenas entre a Bree e a Angie foram as melhores do episódio, sem sombra de dúvida. Primeiro, no jantar, quando Orson e a mulher se veem no meio de uma discussão bem italiana – TRADUZINDO gritos e socos na mesa! –, e Bree descobre a ótima cozinheira que é Angie, sem ter, porém, nenhuma vontade de contratá-la, algo que deixou bem claro. Pelo menos até que um pessoal italiano apareceu no bufê e requisitou uma comidinha mediterrânica, algo que Bree não podia fazer, mas que fingiu poder. Então depois de ter nas mãos as receitas de Angie – ou parte delas –, prometendo não divulgá-las ou coisa parecida, ela faz tudo, algo que acaba sendo flagrado pela Sra. Bolen e causando uma briga entre as duas, que foi uma das melhores da série até agora no sentido de me fazer rir! Depois, as coisas ficaram OK, com a Bree contratando a Angie e trazendo-a para cobrir o lugar que Katherine deixou vazio quando, por causa da loucura, foi demitida.

E a Susan? Cara, desde o início da série essa aí precisa de uma dose cavalar de Semancol, porque, sinceramente, mesmo depois de tantas pistas, ela não conseguiu perceber que a detetive Denise Lampera, interpretada pela ótima Kathy Najimy, de Sister Act, era aquela que, no ensino médio, tinha apelidado de Alce e de quem tinha roubado um namorado, mudando completamente o possível futuro da policial.

Entretanto e mesmo em despeito da história entre as duas, a detetive agiu profissionalmente, investigando Katherine, que, depois de ter sido considerada suspeita por Susan, depois de Angie ter colocado caraminholas na cabeça dela – isso, sim, MUITO suspeito... –, é considerada culpada. Mas por causa de um abraço, Susan achou o contrário e foi pedir satisfação, algo que fez com que Denise a trancafiasse por não ter reportado à policial que atirou em Katherine. E, no final, que não foi lá aquela coisa, vimos, depois de uma narração um tanto comum de Mary Alice, Susan lendo um livro que registrou bem sua situação: Crime e Castigo.

Agora vamos falar sobre os Scavo e, consequentemente, os Bolen, que estiveram envolvidos no Julie Mayer’s Affair. Depois de ver Julie brigando com Nick na sala da casa dela, Lynette descobre que ele era o homem com quem ela estava tendo um caso e, com medo de que algo ruim voltasse a acontecer com ela e desconfiando do novo vizinho, ela vai conversar com ele, que a ameaça de uma forma um tanto taxativa. Porém, sem medo, Lynette vai e denuncia o fato à polícia, que volta a colocar Nick na parada dos suspeitos. Então ligam para Angie, dizendo que precisam interrogar o marido sobre tudo isso. O fato é que Nick não sabia que Angie tinha conhecimento do caso e que só não tinha feito nada com ele porque já tinha feito algo que não devia com ele e, mesmo assim, eles foram obrigados a continuar juntos. Então, perguntando se foi perdoado, Nick acaba levando um belo de um soco no meio do nariz, um dos melhores momentos de mulher batendo em marido que eu já vi em qualquer série.

E uma coisa: eu estou me apegando muito aos Bolen, mais especialmente à Angie. Eu ainda não sei qual é o mistério da temporada, afinal, e começo a achar que o ataque à Julie é só um despiste daquilo que está verdadeiramente escondido, ou então uma peça mínima neste novo quebra-cabeça, mas se não envolvesse a morte ou a prisão da personagem de Drea de Matteo – que vem se mostrando ainda melhor que na época de The Sopranos, onde já era excelente – gostaria muito que ela continuasse em Desperate Housewives, porque, sinceramente, foi a mais criativa adição à série desde tempos imemoriais...

Bem, por enquanto é isso!

Até semana que vem!

Leia Mais >>

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

[REVIEW] 6x05 - EVERYBODY OUGHT TO HAVE A MAID

POR ANTÔNIO PRADO

Bem, parece que Marc Cherry finalmente acertou-se com sua série e Desperate Housewives está ótima esta temporada, firmando-se definitivamente neste episódio em que várias coisas foram reveladas e outras ficaram, digamos, para serem...

Faz tempo que eu não vejo a Marcia Cross tomando conta de um episódio e isso realmente me incomodava. Não que em outros momentos desta atual temporada ela não tenha feito a Bree Hodge brilhar, mas digamos que este Everybody Ought to Have a Maid foi escrito especialmente para ela. Acho que todo mundo percebeu isso, certo? E que atuação foi aquela da Aisha Hinds, como a enérgica camareira do motel onde a ruiva de Wisteria Lane anda se encontrando com seu amante? Ótima! Deu vontade de me levantar e dizer “bravo!”, o mais alto possível! Toda aquela tensão envolvendo as três cenas das duas atrizes, com os discursos sobre os maridos e os namorados e tudo o mais foi simplesmente demais.

Ah, e quem aí ainda duvida que, apesar daquele final narrado por Mary Alice, a velha Bree não está voltando aos poucos? Aquele momento em que a empregada do hotel e a dona de casa estavam discutindo sobre a culpa e esta segunda vai até o banheiro para lavar as mãos, como que trazendo de volta aquele transtorno obsessivo compulsivo que a Van de Kamp tinha na golden age de Desperate Housewives e que fazia sua personagem tão melhor. Enfim, apesar de gostar de ver a Bree toda bem-sucedida e mais firme sobre o que quer ou não, desejo MESMO que aquela que ficou no passado, toda quadrada, sabe?, volte e, de quebra, peça as cestinhas de volta.

Falando em cestinhas, cestas... bola fora na certa quando a Gaby tenta fazer a coisa certa, né? Quero dizer, quando ela tenta fazer a coisa certa de acordo com o que os outros acham certo. Por exemplo, quando a mãe da Rachel, amiga da Juanita, a Laura, disse que a latina não era uma boa mãe, eu logo vi. Depois de sair vitoriosa ao colocar todas as amiguinhas que se afastaram de Juanita por causa das mães que as queriam “seguras”, atiçadas por causa das novidades da festa e sair vitoriosa, Gabrielle viu tudo desmoronar quando o macaco que tinha contratado, cansado e enfurecido, atacou o palhaço e colocou tudo abaixo – a cena das criancinhas correndo e a Gaby não estando nem aí com a parada foi o melhor! –, inclusive o desejo da Sra. Solis de voltar a ser confiada pelas mães. Mas, como disse o Carlos no final – apesar de não ter sido um discurso lá muito motivador –, se não fosse pela negligência da Gaby, Juanita e Celia não se virariam tão bem, ao contrário das outras crianças, que vivem debaixo das saias de suas mães.

E Lynette sofrendo com o machismo do Roy, namorado da Sra. McCluskey, que, doida com o fato de ele, bem, prefiro-não-comentar, consegue arranjar um emprego pra ele com os Scavo, levando-o a ofender a grávida que, ao ver que o velho a todo instante pedia o aval de Tom, achando-o o “dono da parada”, acaba brigando com ele. O melhor nem foi isso, foi quando o Tom foi conversar com Roy, terminado o serviço, sobre o fato de ele deixar a Lynette “passar por cima das bolas dele” – sim, prefiro a “gíria colorida” à qual a mulher se referiu! – porque é trabalho dele deixá-la segura, depois de ter vivido numa família conturbada, em que era obrigada pelo “destino” a cuidar de todo o mundo. Muito bonita a atitude dele e, bem, não esperava menos dele! Ele é O marido das séries, fala a verdade! J

Ah, e outra: será que o Roy pegou quando o Tom deixou escapulir a história dos gêmeos? É bom a Lynette já abrir o olho...

E Katherine, Katherine... você está realmente louca, né? Sério, pensei que, quando ela foi encarar a Susan naquela reunião de bairro, alguém ia pular no pescoço de alguém! Se bem que não foi preciso, né? No final, a Kath acabou com um tiro raspando no ombro, tiro disparado pela arma dada para a Julie pelo...

Danny? É, ele mesmo! Vai, quem ainda duvida que não foi ele o agressor? Se foi, está se escondendo muito bem! O menino parece amar a Julie, senão do contrário ele não teria corrido o risco de dar uma arma para ela se defender de um atacante que, bem, seria ele próprio, certo? Só se fosse muito burro!

E ainda nesse rebuliço nos minutos finais do episódio a gente recebe mais algumas informações sobre os Bolen: 1.°) Segundo as palavras do Nick, a Angie também esconde alguma coisa do filho; o que seria? 2.°) Aquele passaporte dentro do bauzinho com a arma e aquele monte de dinheiro seria de onde? Itália? E 3.°) Quão desesperados os Bolen realmente podem estar para esconder seu segredo, ao ponto de a Angie “manipular” a Katherine?

São coisas a serem pensadas...

Então dou um tempo pra vocês até a semana que vem!

Até!

Leia Mais >>

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

[REVIEW] 6x04 - THE-GOD-WHY-DON'T-YOU-LOVE-ME BLUES

POR ANTÔNIO PRADO

Parece que finalmente Desperate Housewives voltou à sua fórmula antiga, conjugando de forma perfeita drama e comédia, coisa que não vem acontecendo há no mínimo duas temporadas – principalmente a última, que foi um fiasco total... Mas vamos parar de falar das coisas ruins e comentar sobre as boníssimas que aconteceram neste episódio que foi de uma finesse ímpar.

Vamos começar com os Solis, por exemplo. Pela primeira vez, vimos um verdadeiro conflito entre a Gabrielle e sua sobrinha, Ana, que passou a se envolver romanticamente com o ex-toy-boy da latina de Wisteria Lane – algo que, devido a memórias mal-resolvidas, acaba se tornando numa “rivalidade”. Pelo menos é o que todos nós pudemos concluir, principalmente quando o John beijou a Gaby e ela foi pega de surpresa pela Ana, gerando uma das cenas mais densas do episódio, em que a Gabrielle pede encarecidamente que, pelo bem de seu tio, nada fosse dito sobre qualquer coisa acontecida aquele dia envolvendo o Rowland. Assim se fez, sem antes de nos ser introduzido um take com a Gaby narrando a sua vida, sobre suas infelicidades durante o dia, mas o quanto vale a pena ser uma dona-de-casa, porque, no final das contas, ela é feliz com o que tem... nem precisando mais daquelas fotos que ela tinha escondidas dela com o John, que enviou para ele, rasgadas, simbolizando sua decisão de manter-se longe dele para sempre. Maravilhoso. Não tenho outra palavra pra descrever isso.

Ah, e a cena da Celia e da Juanita com as camisinhas e a Gaby dizendo pra elas que eram balões para adultos e depois indo para o quarto da Ana, anunciando “E o Oscar vai... não pra você!”, foi hilária!

Já que falamos dos Solis, lembramos de Carlos; lembrando de Carlos, lembramos de Lynette que, bem, ganhou o que toda mulher grávida ganha: seios, digamos, avantajados. E, claro, como a empresa é feita praticamente de homens, a Sra. Scavo tinha uma “casquinha” sua tirada a cada instante, e Carlos, que não é bobo nem nada – depois de fazer a Lynette revelar sua gravidez, que ele não “pegou”, pois estava falando só dos peitos dela, que julgou serem trabalho de cirurgião –, resolveu usar isso a favor da companhia, mandando-a para uma reunião com um investidor bem à vontade. Depois que voltou do jantar e encontrou seu marido, os dois tiveram mais um daqueles diálogos que só eles sabem ter: que, se Lynette não fosse “imperfeita”, Tom não estaria com ela, porque é nos defeitos dela que ele se acha. Muito tocante, não dá nem pra descrever direito.

E o que dizer de Bree e Katherine que foram ótimas juntas neste episódio? Com toda aquela história de a Kath estar apaixonada pelo Mike ainda, tudo foi culminar numa das cenas mais engraçadas de toda a série: vendo o bolo que tinha planejado para seu próprio casamento no bufê de uma cliente, a Katherine não perdeu a oportunidade de querer destruí-lo e Bree, querendo impedir o erro, pega o carrinho com o bolo e sai com ele pelo salão, a Katherine e um garçom atrás, tentando pegar essa última; o povo na cerimônia olhando as duas correndo de lá pra cá foi ótimo! Só seria melhor se mostrasse as duas lambuzadas de bolo. E, meu Deus, a Katherine realmente está com um esgotamento nervoso daqueles, hein? Só contribui ainda mais para essa season ser ainda mais interessante!

Agora, vamos falar do Caso Mayer-Bolen ou O Mistério da Temporada, que trouxeram várias revelações que fizeram todos nós nos interessarmos ainda mais por esta temporada salvadora. Como já foi revelado há alguns dias, o affair que a Julie mantinha era com um homem casado, e ele é, nada mais, nada menos, que Nick – ou Dominic Bolen. E outra: que explosão teria causado aquela cicatriz nas costas da Angie e porque ela se preocupa tanto em escondê-la, até mesmo de um cirurgião? E aquele lance de troca de sobrenome? Estranho. Teorias e teorias pipocando, mas deixa pra outro dia!

Então, até mais!

Postado também no OSERIESTV.com

Leia Mais >>

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

[REVIEW] 6x03 - NEVER JUDGE A LADY BY HER LOVER

POR ANTÔNIO PRADO

Eu poderia usar o termo “fraquinho” para definir este episódio, mas como estamos falando de Desperate Housewives vou-me permitir dizer que ele foi, digamos, “abaixo da média”. O que salvou mesmo foi o núcleo dos Bolen, os novos e misteriosos vizinhos, e sua relação conturbada com Susan que, enfurecida pelo que aconteceu com Julie, começa a perseguir Danny como sendo o responsável pela ida da Julie para o hospital – algo que se descobre uma inverdade lá pelo fim do episódio.

Apesar de o episódio ter um nome sugestivo sobre a relação da Bree e do Karl – que já está se transformando em bem mais que um “divertimento vespertino” – e a volta de John para encher a paciência de Carlos e atiçar a velha Gaby que há dentro da agora dona de casa e mãe de família, nós vimos em Never Judge a Lady by Her Lover como a precipitação e a fofoca têm o poder de destruir quem quer que seja.

Talvez por isso Lynette esteve se esforçando tanto para manter a gravidez debaixo dos panos, pelo menos na empresa – em casa ela já noticiou os filhos sobre a vinda dos irmãos gêmeos, recebendo inesperados protestos quanto a isso; engraçadíssimos, mas hilário mesmo foi Penny dizendo que, se estiverem vindo mais dois meninos, ela cai fora de casa. Tudo isso para garantir que seu cargo de vice-presidente que o Carlos acaba de oferecê-la fique realmente para ela, com direito a fazer o Tom beber escondido tudo e um pouco mais do vinho do dono da companhia só pra não prejudicá-la quanto às crianças que espera, deixando-o bêbado o suficiente para comentar sobre os peitos da Gaby. A partir daí, a gente só pode tirar uma conclusão: esta história toda ainda vai render por uns booons episódios!

E já que comentamos sobre os Solis, que tal falarmos da volta do John? Tipo, eu detesto ele, principalmente depois que, bem, a Gaby “sossegou o facho” e constitui uma família, com direito a fidelidade ao Carlos e tudo o mais. E agora ele aparece, assim, sem nem pedir licença? Brincadeira. Mas, enfim, Marc Cherry é dessas coisas mesmo... Mas, como eu ando colocando pelo menos o meu dedo mínimo no fogo pela Gabrielle, desde o início eu soube que, por mais que ela tente se envaidecer perante o ex-amante, ela sempre estará ao lado do marido. E, falando no Carlos, o Ricardo Antonio Chavira teve um dos seus melhores momentos na série, imitando a mulher na sala de estar – ou foi só eu que ri? Acho que não! E, ah, apesar de não gostar do garotão Rowland – que, aliás, tá com uma barbicha ridícula, que, espero, realmente não seja moda na próxima década! –, acho que foi uma boa ele ter contratado a Ana. Por quê? It means more troubles, baby! E é disso que Wisteria Lane é feita, certo?

Falando em problemas, em que bons a Bree se meteu, hein? Quero dizer, o Orson realmente estava apelando com ela naquele assunto do divórcio, chantageando-a e tudo o mais, mas, vamos lá, o Karl?! Sério, eu pensei que ia morrer antes de ver os dois juntos – aliás, já devo ter comentado isso antes, né? Enfim... É muito sem-noção! E ainda ver que a Bree está realmente apaixonada por ele é ainda mais ridículo ainda! Mas, vamos lá, rendeu um bom momento aquele azeite na pista de dança e o Orson pensando que a Bree fez aquilo por ciúme dele e dizendo que ela ainda o amava... Ai, ai... É melhor eu dar uma respirada. Esse núcleo está, literalmente, da pá virada!

Agora vamos para o negócio sério: a Susan e os Bolen. Desde o início, por causa da briga que a Mrs. McCluskey presenciou da Julie com o Danny, a Susan desconfiou dele. Aliás, até eu – apesar de, minutos depois, já ter formado teorias paralelas sobre o atacante... Mas pelo que me pareceu, depois de o Danny ter explodido e dito aquelas coisas em frente ao Bob, sobre a família esconder mistérios, e a Angie comentando sobre o fato de eles mudarem de sobrenome assim que chegavam numa nova cidade, eu realmente vi que ele é inocente – pelo menos foi o que me pareceu até agora! Por exemplo, fiquei angustiado só de ver a Susan quase matando o menino debaixo do carro. Coitado! Ele não parece nem um pouco um assassino! Sei lá, parece só um adolescente assustado - a voz dele pareceu de criancinha no momento! -, que, apesar dos pesares, não pode dizer a verdade para não prejudicar os seus. Algo que, bem, acaba fazendo com que eles mesmos acabem pagando, porque, depois que a Susan espalhou pro bairro inteiro que fora Danny o responsável pelo ataque a Julie, a casa dos Bolen amanheceu toda suja e pichada, rendendo, aí, o que fez o episódio todo ser ótimo: um final espetacular.

Com uma narração de Mary Alice que eu não via há muito, Susan vê a casa dos Bolen toda depredada e, querendo ajudar e conseguir o perdão deles, atravessa a rua com uma sacola na mão e começa a recolher o lixo com Angie, que a agradece e, pelo menos aparentemente, a perdoa com um aceno de cabeça.

Forte o negócio!

Enfim, espero que no próximo episódio as coisas sejam melhores que nesse e tão bons quanto os dois anteriores!

Até lá!

Postado também no OSÉRIESTV.com

Leia Mais >>

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

[REVIEW] 6x02 - BEING ALIVE

POR ANTÔNIO PRADO

Parece que Marc Cherry está realmente disposto a reparar todos os erros cometidos nas últimas duas temporadas de Desperate Housewives, principalmente aqueles envolvendo as storylines completamente perdidas da season anterior. O fato é que, depois de uma ótima premiere – apesar de algumas sequelas deixadas pela prévia temporada –, fomos brindados com um episódio que esteve acima da média e lembra muito a golden age da série, com a utilização de praticamente todo o elenco e o prosseguimento de um segredo a ser revelado que já desponta no cenário com algumas pistas...

Como era de se esperar, o episódio começou de onde o anterior terminou, ou seja, o estrangulamento de Julie Mayer por um agressor misterioso que, no final das contas e por falta de um álibi, começou a ser cogitado como sendo Danny, o filho dos Bolen, novos vizinhos em Wisteria Lane, que passaram o episódio todo tentando encobrir o filho, inclusive fazendo com que Ana Solis mentisse a favor dele, entre outras coisas que serão comentadas melhor mais abaixo.

Enfim, estavam Mrs. McCluskey e seu mais novo affair – por favor, não quis criar nenhum trocadilho aqui! –, Roy, caminhando pela vizinhança, ela declarando seu amor por ele e esperando um “eu te amo” de volta, quando, de repente, encontram o corpo da filha de Susan jogada no jardim de Bob e Lee. A moça vai parar no hospital – onde é induzida a um coma que logo é terminado, num momento muito inapropriado para Karl e Bree, que estavam no quarto se beijando no momento em que ela rapidamente abriu os olhos –, onde é acompanhada por sua mãe que, durante o dia, recebe a visita de suas amigas, especialmente Lynette, que passa por outro episódio forte quanto a sua gravidez.

Parece que Julie, na tarde anterior ao ataque, viu Lynette chorando na varanda e resolveu consolá-la, e é aí que a dona de casa acaba revelando que está grávida. O que ela não esperava era que a adolescente também revelasse que, até alguns dias atrás, também estivera gestante, mas que aparentemente houve um aborto. Quando Susan descobre isso, fica muito brava; afinal, ela era sua filha, era com ela que Julie deveria falar. Então, numa conversa de pedido de desculpas, Lynette acaba se abrindo para Susan que, em um discurso comovente – fiquei com um nó na garganta esse instante –, acaba fazendo com a amiga desista da ideia de não dar à luz os dois novos filhos que espera. Eu achei demais, sinceramente.

Agora, mudando um pouquinho o rumo, vamos falar um pouco da Gabrielle. Como eu disse no review anterior, Eva Longoria parece que finalmente reencontrou a Gaby, mesmo ela estando na sua nova condição de mãe e mulher de meia-idade, e, talvez por isso, esteja tendo tantas cenas boas, principalmente contracenando com a Maiara Walsh no papel de Ana, sua sobrinha completamente rebelde. Parece que essa adolescente espevitada era exatamente o que os Solis precisavam para dar um up no núcleo e, bem, pelo que parece, até agora eles estão conseguindo isso muito bem. A cena em que as duas conversam sobre homens à mesa e Gabrielle pede pra Carlos não interromper – “Coma seus waffles! Estou ensinando!” – foi ótima. Além de, claro, a parte em que ela vai até a Angie Bolen e a avisa sobre o fato de ela estar obrigando Ana a retirar-se como álibi no caso do Danny, que, apesar de simples, foi de arrasar.

Ah, e a Katherine? Alguém aí ainda duvida que ela esteja completamente pinel? Quem desconfiava, confirmou como verdadeiras as suspeitas! Por que quem não consideraria aquele papo que ela teve com o Orson como de uma pessoa maluca? Parece que os spoilers estão se cumprindo e realmente a Mayfair está sofrendo um ataque de nervos que caminha, não, galopa para a severidade. E é impressão minha ou a Dana Delany está mais bonita nesta temporada? Sei lá, parece que o James Denton fazia mal pra ela...

E o que dizer da sócia dela, a Bree? Eu pensei que ia morrer antes de ver a Bree traindo qualquer pessoa que fosse – apesar de ter pensado o mesmo sobre várias coisas em Wisteria Lane... Mas, pelo menos pra mim, a atuação da Marcia Cross com o Richard Burgi é muito boa, apesar de não suportar o Karl e seu cachorrão way of life. Mas as melhores partes envolvendo os dois neste episódio não foi aquela cena na cama, não. Foram as do hospital. Da Bree foi aquela em que a Susan diz que nunca voltaria a conversar com uma amiga que “pegasse” o Karl, porque, além de ser sua amiga, sabe o quão safado ele é, além de chamar a possível amiga – que, no caso, é a Bree! – de “piranha burra”, entre outras coisas. Hilário! Sem contar a cena em que o Karl oferece uma chave de hotel para Bree se encontrar com ele mais tarde. Pelo que tudo parecia, depois da conversa com a Susan, ela parecia disposta a desistir do caso, mas ao ver ela e o Mike se beijando mudou de ideia, com aquela mentalidade de que “bem, se ela pode ser feliz, por que diabos eu não?”. Só espero que, no final, a Bree não acabe se decepcionando. Aliás, espero, sim. Ela precisa aprender que, apesar de sermos livres pra fazermos o que quisermos, nem todas as nossas escolhas são as melhores, e que conselhos são devem ser bem-vindos...

Ah, e na seção Mistério da Temporada, temos os Bolen, como disse anteriormente, encobrir completamente qualquer suspeita sobre o seu filho. A atuação dos atores que fazem o Nick e a Angie, principalmente a Drea de Matteo, que deu um show!, são tão perfeitas que chegam até a dar medo em alguns momentos, sabe? Do nada, eles conseguem mudar uma face risonha para algo completamente ruim ou sem expressão, mais ou menos como a Betty Applewhite na segunda temporada. A cena final, por exemplo, foi ótima, dos dois esperando na porta enquanto a vizinhança toda via o garoto ser levado pelo carro da polícia, com a Susan os encarando do outro lado da rua. Com todo aquele efeito das pessoas interrompendo suas atividades para olhar para fora pela janela foi perfeito, além da narração maravilhosa da Mary Alice, que, apesar de não apresentar lição nenhuma, como ela costuma fazer, foi simplesmente brilhante.

Enfim, desejando melhoras para Julie e que o pessoal da série continue trabalhando-a tão bem quanto estão fazendo até agora, eu me despeço!

Até a próxima!

Postado também no OSERIESTV.com

Leia Mais >>

  ©Template by Dicas Blogger :: Séries no PC - Housewives Desesperadas

TOPO